Nabilha Koury, de 66 anos, mãe do médico da Chapecoense, Márcio Koury, de 44 anos, relata a dor e sofrimento após perder o filho no acidente aéreo que matou mais de 71 pessoas, na Colômbia, nas proximidades da cidade de Medellín.
Márcio era especialista em medicina esportiva e estava acompanhando a delegação da Chapecoense. O time embarcou primeiramente para São Paulo, onde enfrentou o Palmeiras pelo Brasileirão, no fim de semana passado, e só depois seguiu para a Colômbia.

A mãe do jogador não segurou a emoção ao falar do filho que segundo ela, sempre sonhou em trabalhar em um clube de futebol. Ainda no depoimento dando a equipe do Metrópoles, dona Nabilha disse que tinha esperança de que o filho pudesse estar vivo.
“Só Deus para me dar força mesmo. Eu tive esperança de que ele poderia ter sobrevivido. A gente via as notícias que tinha jogador sendo encontrado com vida e rezava, e pedia para que o mesmo acontecesse com o meu menino. Mas, lá no fundo, uma voz me dizia que não teria jeito. Tão jovem, tão cheio de vontade, fazendo o que amava. Como que eu faço para entender uma coisa dessa?”, desabafou.
Ela ainda conta que, e sentiu no coração de pedir para o filho não ir, mas preferiu deixar o filho escolher seus caminhos.
O corpo de Márcio será enterrado em Chapecó, onde a família já vive há sete anos.


