SÃO PAULO — A defesa do ex-presidente Lula pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que reconsidere sua decisão que enviou as investigações sobre as referências feitas ao petista na delação premiada de Joesley Batista, da JBS, para o juiz Sérgio Moro.
Em nota, os advogados afirmaram que o empresário fez duas referências genéricas ao nome de Lula em sua delação.
“Sem qualquer base mínima que possa indicar a ocorrência dos fatos ou, ainda, a pratica de qualquer ato ilícito. Demonstra ainda que tais referências referem-se a situações ocorridas em Brasília ou em São Paulo, sem nenhuma relação com a Operação Lava Jato”, afirmou a defesa de Lula.
Em sua delação, Joesley Batista, assim como o executivo Ricardo Saud, relatou pagamentos em contas no exterior para Lula e para Dilma. As contas estavam em nome de Joesley e o dinheiro teria sido usado nas campanhas do PT. O saldo dessas contas teria chegado a US$ 150 milhões em 2014.
A defesa de Lula nega a acusação e afirma que as denúncias feitas por Joesley Batista "não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados".
No pedido, os advogados de Lula afirmaram que, tampouco o caso deveria estar vinculado ao Ministro Edson Fachin no STF. Fachin é o relator da Operação Lava Jato no tribunal.
De acordo com o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal o Ministro Edson Fachin poderá rever sua decisão ou, então, deverá encaminhar o recurso para julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

