BRASÍLIA — A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, se desfiliou, na manhã desta quinta-feira, do PSDB. Com isso, ela ficará no governo. Segundo assessores do Palácio do Planalto, a ministra só sai se quiser.
— Ela fica. Se pedir para sair é por conta dela — disse um aliado do presidente Michel Temer.
A permanência de Luislinda no cargo vinha causando constrangimento para o PSDB e para Temer, que chegou a ser cobrado pelos tucanos a demiti-la do cargo, diante da insistência da ministra em ficar na pasta.
Luislinda causou polêmica por, além de pedir para furar o teto salarial se dizendo vítima de "trabalho escravo", querer receber mais de R$ 300 mil em supersalários retroativos. Ela havia solicitado para acumular remunerações retroativamente, desde julho de 2016, quando tornou-se secretária de Igualdade Racial, até fevereiro deste ano, quando passou a ser ministra.

