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Líder do PSD diz que Temer sai da votação ‘abalado, mas não acabado’

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BRASÍLIA — Líder do , um dos partidos aliados ao governo que mais teve votos contrários ao presidente , o deputado (MG) diz que a pressão das bases eleitorais e o discurso da oposição contaminaram muitos deputados do partido. Na votação de quarta-feira, que rejeitou o prosseguimento da segunda contra o presidente, o PSD praticamente rachou. Foram 20 votos pelo arquivamento da denúncia e 18 pelo prosseguimento. Para Montes, Temer sai "abalado" desse processo, e não conseguirá aprovar matérias que exijam apoios expressivos da Câmara, como as mudanças constitucionais. É o caso da reforma da Previdência.

— O presidente sai um pouco abalado, mas não está acabado. A votação de ontem mostra que matéria que exige quorum qualificado não passa, não adianta, que não passa — avaliou.

Montes acha que o presidente não deve mexer no governo, tirando, por exemplo, ministérios que são comandados por partidos com alto índice de traições. Temer teve um desempenho ainda pior no PSDB, que tem quatro ministérios e votou majoritariamente contra o Palácio do Planalto; e no PPS e no PV, que têm um ministério cada e também contaram mais votos contra Temer do que a favor. O PSD tem só um ministério, o da Ciência e Tecnologia, comandado pelo presidente do partido, Gilberto Kassab.

Na primeira denúncia, arquivada pela Câmara no dia 2 de agosto, do total de 38 deputados da bancada do PSD, 14 votaram contra o governo.

— Achei até que ia ser mais votos contra o governo. Conseguirmos reverter dois. São muitas pressões da base, tem muitos que apostam que é melhor votar contra para dar uma satisfação. E também o discurso do PT e Rede contamina muita gente. Eles sabem fazer barulho — opinou.

O líder acredita que, enquanto Temer sai combalido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encontra-se fortalecido:

— O Rodrigo sai muito forte, dentro da casa ele sabe ouvir.

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