A Justiça autorizou Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato do casal von Richthofen, a progredir para o regime aberto, contrariando a manifestação do Ministério Público. A decisão da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani considerou a boa conduta carcerária de Cravinhos, o cumprimento do tempo legal para a progressão e a ausência de faltas disciplinares nos últimos 12 meses. Além disso, a equipe multidisciplinar que o avaliou em exame criminológico opinou favoravelmente ao regime aberto.
A decisão judicial contrapõe o parecer do promotor Gustavo José Pedroza Silva, que se opôs à progressão com base em resultados do teste de Rorschach. Segundo o MP, o teste revelou traços disfuncionais de personalidade em Cravinhos, como rigidez emocional e controle excessivo. No entanto, a juíza considerou que as objeções do MP eram "ilações subjetivas" e insuficientes para negar um direito garantido pela Lei de Execução Penal.
Cristian Cravinhos, condenado a 38 anos de prisão, terá que cumprir uma série de condições no regime aberto, como comparecer trimestralmente à Justiça, obter um emprego lícito e não frequentar bares ou casas de jogos. Ele também não poderá mudar de cidade ou de casa sem autorização judicial. Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos, também condenados pelo crime, já cumprem pena em regime aberto.
