O médico Roger Abdelmassih deve voltar à prisão, após o Tribunal de Justiça de São Paulo acatar recurso do Ministério Público. Na decisão, o desembargador José Raul Gavião de Almeida, afirma que o cumprimento de uma pena em regime domiciliar não é possível a condenados ao regime fechado. Ele também avalia que não há recomendação médica ou provas de que o condenado corra risco de saúde na prisão. As informações são da Folha de São Paulo.
"Quanto à prisão domiciliar de natureza humanitária, que estaria autorizada pela pandemia do coronavírus, este fenômeno não acarreta ao automático e imediato esvaziamento dos cárceres", escreveu.
O ex-médico foi condenado a 278 anos de reclusão pelo estupro de dezenas de pacientes, mas a pena foi reduzida para 181 anos em 2014. O primeiro caso foi denunciado em 2008.


