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Juiz teria apontado arma para desembargador, veja vídeo

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Uma discussão entre um desembargador e um juiz quase acabou em tragédia nesta quarta-feira (4), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O juiz João Batista Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, teria sacado uma arma de fogo para o desembargador Valmir de Oliveira Santos, ex-corregedor de Justiça, durante uma briga. 

A confusão teria começado por motivos pessoais, e aconteceu na academia do Fórum, que fica no subsolo do prédio. O presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, mandou abrir sindicância para apurar o fato. Os dois envolvidos terão de prestar esclarecimentos sobre como ocorreu a confusão.

O próprio juiz Damasceno, que supostamente teria apontado a arma, gravou parte da cena no celular.  Em conversa com o jornal "Extra", o juiz declarou: "A única explicação que eu tenho para esse fato são posturas filosóficas diferentes e também uma hierarquização indevida dentro do próprio Tribunal. O que eu registei demonstra isso: um exercício indevido de poder em face de quem não tem esse poder. A própria abordagem inicial demonstra isso. Vendo o descontrole da pessoa, eu desci pelas escadas e fui perseguido. Eu temi que ele tivesse armado".

O desembargador não foi encontrado para comentar o caso. Através do Facebook, o juiz deu sua versão do assunto:

"Ao me avistar, o Desembargador Valmir dirigiu-se a mim e ordenou: “Damasceno, quero falar com você. Senta aqui!”, apontando para uma cadeira posta de frente para a sua. Vendo que o desembargador estava descontrolado deixei de me dirigir ao elevador e tomei a escada que desce para a garagem. O desembargador Valmir seguiu-me gritando: “Vou estourar sua cabeça”, “Seu filho da puta”. Adiantei o passo na descida pela escada, sendo perseguido pelo Desembargador Valmir. (...) Temendo que o Desembargador Valmir estivesse portando uma das suas armas procurei refúgio numa das salas do serviço de limpeza na qual adentrei avisando aos três funcionários - que lá se encontravam - que uma pessoa estava atrás de mim e que se estivesse armada iria exercitar legítima defesa e que elas seriam minhas testemunhas. Busquei manter a tranquilidade e portar-me de acordo as normas de segurança recomendadas em tal situação. Postei-me atrás de um móvel ao fundo da sala, após passar pelos referidos funcionários, e logo em seguida o desembargador adentrou a sala, sendo contido pelos funcionários, conforme comprova vídeo (...) Embora verbalizasse que iria estourar minha cabeça, o Desembargador Valmir de Oliveira Silva não ostentou qualquer arma e tive o controle emocional necessário para não incidir em legítima defesa putativa, colocando-me – no entanto – sob proteção de móvel e pronto para o exercício de legítima defesa real, se necessária".  

 

 

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