O juiz Daniel Luiz Maia Santos, da comarca de São Carlos, em São Paulo, determinou que a Igreja Universal tem de indenizar em R$ 10 mil a (ex) fiel Adrielli Fernanda da Silva, por constrangimento e danos morais. A igreja afirmou ao Uol que vai recorrer.
Adrielli frequentava um dos templos da igreja na região no dia 15 de novembro passado. Durante o culto, ela afirma que tirou o celular da bolsa para checar as horas, mas foi abordada por um obreiro que suspeitou que ela estaria gravando o culto.
Apesar de explicar que apenas havia checado o horário, após isso vários outros obreiros se posicionaram próximos a ela para "vigiá-la" até o final do culto.
Quando o encontro terminou, afirma ela, uma outra obreira, identificada como "Beatriz", a abordou novamente, mas dessa vez de forma mais incisiva. Testemunhas confirmaram que a obreira chegou a segurar a fiel pelo braço para admoestá-la (pelo caso do celular). Adrielli tentou se explicar novamente, mas acabou ficando nervosa e caiu em prantos.
Em sua sentença, o juiz Daniel Santos concordou que é lícito às igrejas vetarem o uso de celulares durante o culto, mas considerou que a demandante comprovou com testemunhas que houve duplo constrangimento na atitude dos obreiros da Universal: quando "cercaram" a fiel, impedindo-a de comungar sua fé, e quando novamente um deles (Beatriz) a abordou agressivamente ao final do culto.



