Juiz investigado por soltar condenado do 8/1 diz ter se equivocado
O juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, alvo de investigação por determinação do ministro Alexandre de Moraes, prestou depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (23). Ele é investigado por ter concedido liberdade a um condenado pela destruição do relógio histórico do Palácio do Planalto durante os atos golpistas de 8 de janeiro.
Durante o depoimento, o magistrado afirmou ter “cometido um equívoco” e atribuiu a decisão a uma falha no sistema eletrônico da Vara de Execuções Penais (VEP) de Uberlândia, em Minas Gerais. As informações são da Agência Brasil.
Em depoimento à Polícia Federal, o juiz afirmou que autorizou a soltura do réu por engano, após o sistema eletrônico indicar, de forma equivocada, que o processo estava sob responsabilidade da vara onde atua. Segundo ele, a falha levou à interpretação de que o caso era de sua competência.
Após decisão do STF, a Polícia Federal executou um novo mandado de prisão contra Antônio Cláudio, apenas três dias após sua liberação para o regime semiaberto. Por volta das 22h, ele foi recolhido novamente ao Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.
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