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Jovem morto em cracolândia pode ter sido confundido com membro de facção

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SÃO PAULO — O corpo encontrado no fim da tarde deste domingo em uma rua do bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo, pertence a Bruno de Oliveira Tavares, de 34 anos. Tavares trabalhava em uma empresa de remoção de usuários de drogas e desapareceu na semana passada, quando tentava retirar uma jovem da área da cracolândia.

A família de Tavares, que mora no Rio de Janeiro, já reconheceu o corpo de Bruno, graças às tatuagens com o nome da mãe e do filho do rapaz. O corpo tinha múltiplos ferimentos e estava com as mãos amarradas com fita adesiva.

O caso foi registrado na quinta-feira da semana passada pelo 3o Distrito Policial de São Paulo como cárcere privado, já que havia a suspeita de que Bruno estivesse em poder de traficantes de uma facção criminosa paulista.

— Quando eles acharam a menina que estavam procurando, o patrão dele pediu para Bruno esperar ali com a moça enquanto ele trazia a mãe da usuária para o reconhecimento. Quando voltou, o rapaz tinha desaparecido e ele foi informado de que o Bruno tinha dito que era do Comando Vermelho. A cracolândia é uma área de integrantes do PCC. OS traficantes disseram que o levaram para averiguar e que, se não fosse, soltavam. Mas, infelizmente, não soltaram — afirmou o delegado Osvany Zanetta Barbosa, que apurou o caso, agora sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Barbosa chegou a pedir a autorização da Secretaria de Segurança Pública para que a Tropa de Choque fizesse uma operação na região da Cracolândia, para tentar encontrar Bruno, mas a ação não foi autorizada.

— Havia o temor de que ele estivesse ali apenas usando drogas, já que ele já tinha sido usuário. Provavelmente, Bruno não conhecia a área. Estava em São Paulo há menos de um mês — disse Osvany.

Segundo o delegado, Bruno também portaria um distintivo policial falso, o que poderia ter sido responsável pela sua morte.

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