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Jornalista Márcio Chaer morre após ser assaltado e perseguir ladrão em São Paulo

Estadão

Jornalista e diretor da revista Consultor Jurídico , Márcio Chaer morreu em São Paulo neste sábado, 3, aos 71 anos. Ele estava em um carro que foi assaltado, perseguiu os criminosos a pé, passou mal e caiu. O caso ocorreu na Avenida Pedro Vicente, próximo da estação Armênia, da Linha 1-Azul do Metrô da capital paulista.

Segundo ocorrência da Polícia Militar, Chaer sofreu mal súbito após o esforço físico, chegou a ser socorrido por algumas pessoas, mas morreu no local. Imagens obtidas pelo Estadão mostram que o jornalista desceu do veículo e correu atrás do ladrão por alguns centenas de metros, até se cansar.

A PM informou que busca imagens para auxiliar na identificação dos criminosos e que a ocorrência segue em andamento.

Advogado-geral da União, Jorge Messias lamentou, nas redes sociais, a morte de Chaer. "Jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional, deixa uma contribuição inestimável e uma marca especial em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar seu trabalho. Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, e demais amigos, desejando-lhes força e serenidade", escreveu ele.

Diversos ministros do Supremo Tribunal Federal manifestaram suas condolências. "Não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro. O jornalista, que nos deixa de forma trágica neste sábado, era um profundo conhecedor dos temas afeitos à justiça e ao direito no país", disse Cristiano Zanin, que elogiou a trajetória do Conjur , fundado há três décadas. "Chaer empunhava, como poucos, a defesa do Estado de Direito Democrático no Brasil. Seu legado permanecerá vivo", concluiu ele.

Gilmar Mendes afirmou que recebeu a notícia com "profunda tristeza". "Jornalista qualificado, foi um dos pioneiros do jornalismo especializado em assuntos jurídicos no país. Mais do que um profissional que eu admirava e acompanhava, perdi um querido amigo", declarou o decano, em uma publicação nas redes sociais.

Presidente do Supremo, Edson Fachin emitiu uma nota em nome do tribunal. "O Supremo Tribunal Federal presta suas condolências e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de redação e a toda a equipe do ConJur", disse o texto.

Kassio Nunes Marques fez o mesmo via Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é presidente. "O Tribunal Superior Eleitoral lamenta a partida do jornalista Márcio Chaer, que valorizou e profissionalizou a cobertura jornalística do Poder Judiciário. Ele ajudou a mostrar à sociedade o valor das decisões e julgamentos da Justiça brasileira", disse.

Alexandre Moraes afirmou que "em tempos de tanta desinformação, milícias digitais e discurso de ódio, Marcio Chaer representava o melhor do jornalismo, com inteligência, seriedade, competência e independência".

Dias Toffoli declarou que Chaer foi um "homem de bem" e um "amigo" das instituições jurídicas brasileiras. "Pessoalmente, perco um amigo certo das horas incertas, uma pessoa leal e integra, mas que nunca desertou de sua vocação e dos valores do jornalismo ético. Em tempos como os atuais, a perda de Marcio Chaer e ainda mais significativa. Aos familiares, meus sinceros pêsames, especialmente ao seu filho Léo", disse ele.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Luís Felipe Salomão, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo também manifestaram pesar pela morte de Chaer.

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