Cardoso deixa dois filhos e esposa. Ele trabalhava há 30 anos no Jornal da Praça, antigo diário de Ponta Porã, e era diretor de redação do site de notícias Mercosul News. Segundo o delegado Clemir Vieira Júnior, que está investigando o caso, o crime pode "ter sido executado por pistoleiros contratados". A esposa do jornalista, Nilda Cardoso, de 49 anos, disse que ele não comentava nada sobre trabalho em casa. "Eu desconheço qualquer ameaça ou desavença que poderia criar uma situação dessa", afirmou.
A Polícia Civil não recebeu qualquer queixa de Cardoso e informou não existir antecedentes policiais que poderiam, envolvê-lo direta ou indiretamente com um "ficha suja na polícia". Imagens das câmeras instaladas na Avenida Brasil estão sendo analisadas e colegas da imprensa local estão sendo ouvidos sobre o assunto na Delegacia Central de Polícia Civil de Ponta Porã, principalmente repórteres das áreas política e policial, preferidas da vítima.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) enviou nota, assinada pelo presidente da entidade Celso Schroder, ao sindicato da categoria na Grande Dourados, com jurisdição em Ponta Porã, lamentando o fato e solicitando providências urgentes no esclarecimento de mais "uma ocorrência de extrema violência contra os profissionais da imprensa brasileira". A nota acrescenta que Cardoso era bom profissional, respeitado na região e amava a profissão.
