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Joesley sinaliza silêncio em depoimento a CPI e questiona gastos públicos ‘desnecessários’

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BRASÍLIA — A defesa do empresário Joesley Batista protocolou documento na CPI da JBS sinalizando que ele deve permanecer em silêncio em seu depoimento, marcado para a próxima terça-feira, e questionando se sua presença não gerará gastos públicos "desnecessários", pelo fato de estar preso em São Paulo e ter de ser transferido e escoltado a Brasília.

"Diante do cenário acima descrito, a decisão de manter a oitiva do ora requerente poderá acarretar elevados e desnecessários gastos públicos pela 4ª vez", afirma a defesa de Joesley.

A menção à "4ª vez" é pelo fato de a CPI já ter levado para prestar depoimento o irmão dele, Wesley, e os diretores do grupo Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva, sem que eles se dispusessem a responder aos questionamentos. A defesa de Joesley estima que os gastos com o depoimento seriam de R$ 60 mil.

"A manifestamente contraproducente condução dos colaboradores de quem se pretende a oitiva tem custado muito caro aos cofres públicos - que não são nada senão o bolso dos cidadãos brasileiros - seja em termos de mobilização de recursos humanos - equipes da Polícia Federal, por exemplo - seja em termos de elevados custos para o transporte dos colaboradores que estão custodiados - o uso de avião da Polícia Federal na transferência (ida e volta) dos custodiados, custos com estadia dos agentes, preparação da estrutura desta Casa Legislativa e etc", diz trecho do documento.

A defesa afirma que as oitivas tem resultado em um "forçado e contraproducente constrangimento" aos delatores. O texto não afirma de forma expressa que Joesley exercerá seu direito ao silêncio, mas conclui afirmando que somente após a resolução da sua "situação jurídica" pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o dono do grupo empresarial estaria à disposição da comissão. A peça é assinada por sete advogados do empresário.

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