SÃO PAULO - Os ex-marqueteiros petistas João Santana e sua esposa, Monica Moura, colocaram tornozeleiras eletrônicas, nesta sexta-feira, e passaram a cumprir prisão domiciliar no âmbito da Lava Jato.
Em junho, o casal foi absolvidos de acusação de crimes de corrupção, mas condenado por 19 atos de lavagem de dinheiro. A condenação é de sete anos em regime fechado mas, como fizeram delação premiada, a pena será substituída por prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica por um ano e meio.
Depois do prazo vencido, o acordo prevê que eles fiquem mais um ano e meio em regime semiaberto, e depois mais um ano em regime aberto, com recolhimento domiliar nos fins de semana e feriados. O equipamento foi colocado durante esta tarde, na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba.
A ação é relacionada ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, cuja sentença foi Palocci foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva, envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas entre Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Ele também foi condenado por 19 crimes de lavagem de dinheiro.
Em fevereiro deste ano, por lavagem de dinheiro em outro esquema de corrupção na Petrobras. Eles também tinham sido absolvidos por corrupção. O casal está recorrendo deste processo em liberdade, e não porta tornozeleiras.
A prisão ocorreu em função da Operação Acarajé, na 23ª fase da Lava-Jato. O casal de marqueteiros do PT foi solto em agosto do ano passado, depois de iniciar tentativa de delação premiada e pagar fiança de R$ 2,7 milhões. A delação foi homologada em abril de 2017 pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

