Os influenciadores digitais se tornaram peças centrais nas estratégias de marketing político nas redes sociais, especialmente em períodos eleitorais. No entanto, a atuação desses criadores de conteúdo em campanhas é regulada pela legislação eleitoral, que estabelece limites claros sobre o que pode ou não ser feito durante o processo.
De acordo com as regras em vigor, influenciadores não podem ser contratados nem remunerados para fazer propaganda de candidatos, nem realizar publicações pagas com pedido de voto. Eles podem, no entanto, manifestar apoio ou crítica de forma espontânea, como cidadãos e eleitores, desde que não haja vínculo formal com campanhas ou partidos políticos.
Outro ponto importante da legislação é que conteúdos de caráter eleitoral não podem ser impulsionados ou monetizados pelos criadores, mesmo quando a manifestação é pessoal. O impulsionamento pago em plataformas como Instagram, TikTok e Facebook é permitido apenas para candidatos, partidos e coligações, desde que feito por contas oficiais e devidamente identificado.
Especialistas apontam que a aplicação dessas regras enfrenta dificuldades práticas, já que muitas vezes é complexo distinguir uma opinião espontânea de uma propaganda disfarçada. Além disso, o uso de páginas de entretenimento e agências de marketing digital amplia a zona cinzenta da fiscalização, dificultando a identificação da origem real das mensagens políticas.
Nesse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem intensificado ações de orientação e combate à desinformação, além de parcerias com plataformas digitais. Ainda assim, o avanço das redes sociais, da inteligência artificial e da personalização de conteúdos torna o desafio de fiscalização cada vez mais complexo para as eleições de 2026.



