A gata Cacau, moradora de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, se tornou a primeira "autora" não-humana a mover uma ação judicial na comarca da cidade. Ela entrou com uma ação contra uma clínica veterinária alegando maus-tratos durante uma cirurgia de castração realizada em maio do ano passado.
A tutora de Cacau também integra o processo, que busca reparação por "danos morais e materiais", após a gata sofrer complicações e desenvolver insuficiência renal crônica.
Segundo a tutora, após o procedimento, Cacau não comia nem bebia, estava fraca e com as pupilas dilatadas. A clínica, no entanto, teria afirmado que esse comportamento era normal no pós-operatório.
Quando o quadro da gata piorou, ela foi levada a outra clínica, onde foi diagnosticada com uma infecção grave no local da cirurgia, com tecidos já apodrecidos. Além disso, os exames mostraram alterações nos níveis sanguíneos e sinais de insuficiência renal.
Atualmente, Cacau segue com tratamento contínuo, incluindo terapias semanais, medicamentos e dieta especial.

