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Indústria de São Paulo prevê moderada alta do PIB e pede menos burocracia no Brasil

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afp.com / Christophe Simon

São Paulo (AFP) - A economia brasileira crescerá 2,2% em 2013 e 2% em 2014, segundo projeções da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), que insistiu que o Brasil deve reduzir a burocracia e aumentar sua competitividade.

"Este ano foi melhor que o ano passado, mas uma expansão em torno de 2% é muito pouco para o Brasil. O país pode crescer mais", declarou em coletiva de imprensa, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que prevê cifras menos otimistas que as do governo que ainda aspira a um crescimento de 2,5% este ano.

O PIB da indústria crescerá 1,5% em 2013 e 2,5% em 2014, mostrando moderada recuperação após uma queda de 0,8% em 2012, segundo a Fiesp.

Os industriais insistiram que o Brasil tem deficiências que limitam seu crescimento econômico como altos custos de energia, um complexo e caro sistema de tributos e uma frágil infraestructura e logística.

Segundo estimativas da Fiesp, um produto importado tem um custo 34,2% mais barato no mercado interno que algum similar fabricado no Brasil.

"Isso está relacionado ao custo da burocracia, aos altos juros, ao 'spread' bancário, nove vezes mais alto que em outros países; a carga tributária e os serviços mais caros", enumerou Renato Corona, responsável pela área de competitividade da Federação.

Em 2012, o PIB brasileiro cresceu 1%, abaixo do desempenho de 2011 (2,7%) e de 2010 (7,5%), segundo cifras oficiais.

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