O indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante, pivô dos ataques que ocorreram em Brasília, pediu desculpas ao presidente Lula, ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta quinta-feira (5).
A nota foi divulgada pelos advogados do indígena. "Peço, humildemente, desculpas ao povo brasileiro por eventuais declarações exageradas que fiz, ao criticar o sistema eleitoral brasileiro. Da mesma forma, peço desculpas ao STF, ao TSE, ao presidente irmão Lula, ao irmão Alexandre", diz a carta.
No texto, Xavante diz que "cometeu um equívoco ao defender a tese de que haveria fraude nas urnas eletrônicas" e que "não há nenhum indício concreto que aponte para o risco de distorção".
"Defendi a tese da suposta fraude, com base em informações erradas, que me foram fornecidas por terceiros, que agora olhando para trás vejo que estavam inteiramente desvinculadas da realidade", disse o indígena.
O indígena está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Após a prisão, um grupo de bolsonaristas realizaram vários protestos e tentaram invadir a sede da Polícia Federal. Carros e ônibus foram incendiados e depredados.
Na carta, Serere condenou os atos de vandalismo. "Não defendi e não defendo ruptura democrática, nem acredito em métodos violentos, e ou qualquer tipo de violência como método de ação política".

