Um hospital municipal, Bela Vista, localizado no centro de São Paulo, que atendia principalmente a população em situação de rua, foi fechado definitivamente pela Prefeitura de SP, após ser interditado pela Vigilância Sanitária estadual devido a irregularidades e mortes de pacientes.
A interdição ocorreu após uma fiscalização conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Vigilância Sanitária e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que revelou problemas estruturais e graves falhas nos cuidados médicos. O promotor responsável, Arthur Pinto Filho, destacou que, entre agosto e setembro, 17 mortes na UTI do hospital podem ter sido causadas por “erros grotescos”, além de outras irregularidades como a falta de equipamentos adequados e pessoal qualificado.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que está transferindo os pacientes restantes para outros hospitais da rede municipal. A SMS também afirmou que o hospital, inaugurado em 2020 para atender casos de Covid-19 e posteriormente dedicado ao atendimento da população em situação de rua, não pode realizar melhorias estruturais no imóvel, que é alugado.
As investigações continuam, e o MPSP aguarda novos relatórios para determinar as responsabilidades da Prefeitura e da organização social que administrava a unidade, a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE).

