Lourenço Pereira, 69, morreu após receber nebulização com hidroxicloroquina, para tratamento contra a Covid-19. O homem faleceu no dia 22 de março e sua família denunciou um médico e o Hospital de Caridade de Alecrim, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.
Segundo o G1 Rio Grande do Sul, a filha do paciente, Eliziane Pereira, afirma que os familiares não autorizaram e sequer sabiam do procedimento. O médico responsável que foi denunciado por eles chama-se Paulo Gilberto Dorneles.
Lourenço Pereira estava internado no Hospital de Caridade desde o dia 19 de março, quando sentiu falta de ar. Na chegada ao hospital, um exame comprovou o diagnóstico de Covid-19.
No segundo dia de internação, de acordo com o prontuário obtido pela família, o médico prescreveu inalações de hidroxicloroquina a cada seis horas. No dia 21, a equipe médica registrou uma piora do quadro respiratório, e o médico deixou de fazer as nebulizações, receitando um comprimido por dia de hidroxicloroquina via oral.
No dia seguinte, 22 de março, às 12h, Pereira faleceu. Segundo a família, a certidão de óbito apontou como causas da morte a Covid-19 e a doença pulmonar obstrutiva crônica.
Estudos feitos em várias partes do mundo desde o ano passado não comprovaram a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19. Neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o medicamento não seja usado como prevenção da doença.
O Hospital de Caridade de Alecrim não quis se manifestar, mas informou que deve realizar uma reunião nesta segunda-feira (5) para avaliar o que aconteceu.


