Nos últimos dias Fernando Haddad (PT) decidiu partir para o embate mais forte com Jair Bolsonaro (PSL) e também contra seus apoiadores. Um dos alvos escolhidos foi Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record. Haddad classificou como resultado da “fome de dinheiro” o apoio do bispo a Bolsonaro e que ele é um religioso “charlatão”.
“Sabe o que é o Bolsonaro? Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso é o Bolsonaro”, disse Haddad em discurso após participar de missa em frente a uma igreja católica em São Paulo. “Sabe o que está por trás dessa aliança [entre Bolsonaro e Edir Macedo]? Em latim chama ‘guri sacra fames’: fome de dinheiro. Só pensam em dinheiro”, concluiu o petista.
‘ Criminosa'
A Igreja Universal se posicionou por meio de nota e considerou a fala como ‘criminosa’. “Com sua fala criminosa, o ex-prefeito de São Paulo desrespeita não apenas os mais de sete milhões de adeptos da Universal apenas no Brasil, mas todos os brasileiros católicos e evangélicos que não querem a volta ao poder de um partido político que tem como projeto a destruição dos valores cristãos, como a família, a honra e a decência.”
A Universal lembrou que Edir Macedo apoiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ex-presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2006 e 2010. “O apoio era muito bem-vindo. Agora, quando o líder espiritual da Universal declara que seu candidato é Jair Bolsonaro, o Bispo Macedo deve ser ofendido de forma leviana?”, questionou a Igreja em nota.

