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Brasil

Haddad celebra apoio de antipetistas e promete conciliação sem 'subir no salto'

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Foto: Reprodução

RIO - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad , destacou que uma eventual vitória na eleição de domingo seria diferente do triunfo de candidatos no passado. Para o petista, não terá sido a "vitória de uma pessoa, de um partido", mas sim, a escolha de um "projeto de nação", ligado aos ideais de "democracia e liberdade". O presidenciável considerou ser "tocante" ver o "desprendimento" de "gente que é contra o PT" de anunciar voto nele ou até de ir às ruas "defender o Brasil". Em transmissão ao vivo no Facebook, neste sábado, Haddad disse que, caso seja eleito, procurará "aprender" com os críticos que lhe deram apoio e com os que não foram convencidos por sua candidatura "para reconstruir a paz no país" sem "subir no salto".

Ao ressaltar seu projeto para reunificar o país após o eleição, o presidenciável respondia a uma pergunta do ator Bruno Gagliasso. Outros famosos participaram da transmissão, como a apresentadora Bela Gil, a atriz Sophie Charlotte e os ex-bbbs Gleici Damasceno, Wagner Santiago e Mahmoud Baydoun. Seu rival, Jair Bolsonaro (PSL), programou "live da vitória" para a noite deste sábado.

- Eu acho que é o reconhecimento de um momento delicado na vida nacional. É não subir no salto, é vestir sandália, percorrer o país, escalar os melhores quadros, compor a equipe com esse desejo expresso nas urnas. Se você não compreender o que está em jogo, a chance de começar errado é muito grande. Na largada, vamos ter que abraçar cada brasileiro e fazer o gesto necessário para dizer: "Pessoal, viramos, vamos sentar e conversar". Não adianta procurar quem pensa igual a mim, porque esse gesto vai parecer arrogância - destacou Haddad a Gagliasso, que prometeu "cobrar" o político.

Haddad celebrou que, a dias da eleição, esteja "pintando apoio de todo lado", inclusive de "gente que nem esperava", como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa , relator do processo do Mensalão que condenou líderes históricos do PT. A cantora Maria Bethânia, o sambista Paulinho da Viola e o apresentador Marcelo Tas também anunciaram voto no 13.

- É um ato bacana ir para o Twitter falar que "um (candidato) inspira medo, vou votar no Haddad". Ele é uma pessoa conhecida, que vai no mercado fazer compras, farmácia, padaria. Ele teve a coragem de dizer "Bolsonaro, não". Queria agradecer a vários políticos de outros partidos, até antipetistas, estão dizendo "Bolsonaro não dá, pelo menos com Haddad a gente vai poder fazer oposição - ressaltou Haddad, que ainda se disse "tocado" ao ver a cantora Maria Bethânia de camiseta com seu nome e o de sua vice, Manuela D'Ávila (PCdoB).

Segundo o ex-prefeito de São Paulo, este cenário descrito por ele "pode parecer pouco no momento em que as pessoas estão angustiadas com a economia", mas defendeu que "na hora H, faz a diferença". Questionado pelos ex-BBBs sobre que argumento Haddad usaria para "virar votos na rua - em alusão ao movimento de militantes e artistas nas ruas de conversar com indecisos e antipetistas - o candidato preferiu apostar na rejeição ao adversário.

- Primeiro, acho que Bolsonaro não se preparou para esse dia. É mais ou menos o que expressam os 28 anos de mandato que ele teve. Ele efetivamente não se dedicou. Isso está expresso muito nessa coisa de não ir a debates. Na prática, se acontecer alguma coisa que exija providência, esse chefe de Estado tem que estar muito preparado. Não é só questão de ter diploma, é ter estudado o Brasil o suficiente para tomar a decisão certa na hora certa - disse Haddad, que ainda atacou o rival por, segundo ele, não aceitar o contraditório.

- Em segundo lugar, não vejo condições de exercer bem a Presidência se você não respeitar quem pensa diferente de você. Até a Ku Klux Klan (grupo supremacista branco) respeita o homem branco, mas tem que ser igual a eles. Não vejo na trajetória dele preparo e respeito a quem pensa diferente dele. Como estamos colocando o país nas mãos de uma pessoa tão instável, até do ponto de vista emocional?

Durante a transmissão ao vivo, Haddad se disse favorável à revogação da legislação trabalhista e disse que vai apoiar o debate das centrais sindicais de rever a Consolidação das Leis Trabalhistas, mas à mesa de negociação, sem imposição de regras. Segundo ele, o trabalhador quer negociar e quer um ambiente de trabalho mais moderno e o governo, se tiver que tomar um lado, deve apoiar "o mais fraco" e equilibrar a relação. Ele também atacou a proposta do adversário de flexibilizar o Estatuto do Desarmamento.

- Vai só fazer a violência aumentar, inclusive no trânsito, briga de família, briga de vizinho. Às vezes se utilizam da arma indevidamente, sem preparo. O bandido está com a arma o dia inteiro, é o instrumento de trabalho dele. Você vai usar uma vez na vida e provevalmente só essa - disse o candidato.

A Bela Gil, Haddad disse que o agronegócio é "lance importante para o Brasil", mas destacou ser "erro achar que ele é incompatível com agricultura familiar e com preservação ambiental". Ele ressaltou que não é preciso desmatar para aumentar a produtividade e criticou a especulação das terras e a quantidade "enorme" de áreas improdutivas no país.

 

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