Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, realizaram neste domingo (1º), uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o governador João Doria e contra a obrigatoriedade da vacina CoronaVac, que está sendo produzida e estudada pelo Instituto Butantan.
De acordo com o Grupo Globo, a manifestação começou por volta das 14h e durou cerca de 2 horas. O ato foi convocado pelo deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia. Ele declarou nas redes sociais que o objetivo da manifestação é "defender o direito de escolha" em se vacinar ou não contra o coronavírus: "É uma manifestação que estamos fazendo em defesa da nossa liberdade, nosso direito de escolha. João Doria prometeu que vai vacinar os 45 milhões de paulistas de forma obrigatória e compulsória. Só se vacina quem quer. Ninguém é contra a vacina em si, mas contra essa obrigatoriedade", disse Douglas Garcia no Twitter.
Em nota, o governo de São Paulo afirmou que "respeita o direito democrático à livre manifestação, mas lamenta que o obscurantismo ideológico insuflado por uma minoria raivosa em redes sociais seja usado para espalhar pânico e desinformação". Confira a íntegra:
O Governo de São Paulo não mede esforços para combater uma pandemia que já se aproxima de 160 mil vidas perdidas no Brasil. Desde fevereiro, prioriza a medicina e a ciência, mais que dobrando o número de leitos de UTI para atendimento a pacientes graves e reforçando o Sistema Único de Saúde para atendimento a mais de 1,1 milhão de pessoas infectadas pelo coronavírus em nosso estado. Incentiva e orienta diariamente a população sobre a necessidade das medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene pessoal. Atua de forma decisiva, desde junho, no desenvolvimento de uma vacina por meio de parceria internacional entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Life Science. Age de forma responsável para coibir impactos na economia e manter o equilíbrio fiscal das contas públicas, sem aumento de impostos e enxugando a máquina administrativa. E respeita o direito democrático à livre manifestação, mas lamenta que o obscurantismo ideológico insuflado por uma minoria raivosa em redes sociais seja usado para espalhar pânico e desinformação".


