"O nosso país contempla um pouco atônito ainda toda esse surgimento de um amplo processo de massas, de mobilização, de movimentação, de reivindicação de luta, em relação ao qual temos o mínimo de ter a generosidade de saber ouvir, entender. Ontem, 18, a presidente (Dilma Rousseff) expressou essa disposição não só de ouvir, mas de dialogar, entender, procurar perfilar o governo nessa perspectiva do atendimento das reivindicações", disse Carvalho, em discurso na abertura do Seminário "Diálogos Governo - Sociedade Civil: Fundo Amazônia", que ocorre no Palácio do Planalto.
"Nós que lutamos tanto pelo fim da exclusão, vemos esse mesmo setor beneficiado por essas políticas querer mais e mais, e isso é legitimo. Nós temos de entender isso. Senão seremos atropelados pela História", prosseguiu.
Na avaliação do ministro, nas manifestações "tudo se mistura", inclusive pacifistas e "aqueles que aproveitam esses momentos para promover violência", algo que "não podemos endossar nem aprovar".
Para Carvalho, o País acompanha um "reposicionamento da sociedade", no sentido de "participar ativamente" dos debates do País. "É extremamente saudável que a juventude, e não só a juventude, esteja manifestando esse desejo, mais que desejo, esse imperativo de participar, de exigência de um novo padrão de vida", disse.

