SÃO PAULO - A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo refutou nesta terça-feira dados de uma pesquisa em que São Paulo aparece ao lado de Nova Deli, na Índia, como a megacidade em que mulheres mais sofrem risco de enfrentar violência sexual e assédio. O estudo, feito pela Fundação Thomson Reuters, foi divulgado ontem pelo GLOBO.
A pasta contesta também que os números apresentados pela entidade sobre estupros são referentes ao estado de São Paulo e não somente à capital paulista. Segundo a secretaria, em 2016, foram registrados 2.316 estupros no estado e, em julho deste ano, 884. A pesquisa divulgou que teriam sido 2.868 casos em 2016 na cidade de São Paulo e, apenas em julho deste ano, 2.287.
O governo paulista afirmou que o estado é "pioneiro no aprimoramento de políticas de segurança no combate à violência sexual e de gênero". "O Estado conta com 133 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) – o que representa 35,8% de todas as DDMs do país, sendo nove delas localizadas na Capital, 16 na Grande SP e 108 nas cidades do Interior, cobrindo todas as regiões do Estado", disse em nota.
O GLOBO procurou a Fundação Thomson Reuters para comentar os dados apresentados pelo governo, mas não teve retorno até agora.



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