O governo brasileiro, em parceria com instituições científicas, Ministério Público e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), tem intensificado as ações para repatriar fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais e culturais que hoje estão distribuídos em pelo menos 14 países. A iniciativa busca reverter o chamado “colonialismo científico”, prática apontada como prejudicial ao desenvolvimento da ciência no Brasil.
De acordo com o Itamaraty, existem atualmente cerca de 20 negociações em andamento para a devolução desse tipo de acervo ao país. Os Estados Unidos lideram a lista de solicitações de repatriação, seguidos por Alemanha, Reino Unido, Itália, França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão, entre outros. Em alguns casos, como nas tratativas com Espanha e Coreia do Sul, os pedidos foram rejeitados.
Nos últimos anos, algumas repatriações já foram concluídas. Entre elas, o retorno do dinossauro Ubirajara jubatus , em 2023, e de 45 fósseis da Bacia do Araripe, trazidos da Suíça em 2024. Também houve a devolução do manto Tupinambá, peça histórica do século XVII que estava na Dinamarca, reforçando a cooperação internacional em torno do tema.
Especialistas afirmam que a retirada irregular de fósseis compromete a produção científica nacional, já que muitos desses materiais acabam estudados exclusivamente no exterior. No Brasil, a legislação estabelece que fósseis são bens da União e sua exportação depende de autorização oficial. Pesquisadores defendem que a repatriação contribui para fortalecer museus, universidades e o turismo científico no país.




Aviso