BRASÍLIA — O ministro , presidente do Tribunal Superior Eleitoral (), declarou nesta quarta-feira que o tribunal vem discutindo a e que o estado do tem sido um dos principais focos das discussões. Gilmar Mendes se reuniu com os ministros da Defesa Raul Jungmann, da Justiça Torquato Jardim e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Sérgio Etchegoyen para discutir ações preventivas em relação a influência do crime organizado nas eleições de 2018.
— Estamos conversando sobre a questão do crime organizado nas eleições e a presença de possíveis abusos. Focamos na questão do Rio de Janeiro que nos preocupa. O ministro da Defesa tem falado que no Rio de Janeiro pelo menos um milhão de pessoas vive nessas chamadas áreas sob domínio, áreas dominadas. Portanto a liberdade de voto lá é flagrantemente comprometida. Só para vocês terem uma ideia, na logística para colocar urnas por exemplo na favela da Maré, nós tivemos que usar blindados da Marinha. Se as urnas chegam desse modo, o que dizer da liberdade do eleitor em locais como esse? — afirmou o presidente do TSE.
No início do mês de outubro em que aponta a influência de facções criminosas e milícias em 19 zonas eleitorais de sete cidades, incluindo a capital. No relatório, o Rio aparecia como exemplo mais grave de preocupação para o TSE.
Outros estados, como Amazonas e Maranhão, foram citados nesta quarta-feira como foco de preocupação pelo tribunal, mas de acordo com o ministro, os estudos ainda estão no início. Gilmar Mendes declarou ainda a questão das 'fake news' (notícias falsas) na internet, também preocupa as autoridades e que o TSE está fazendo um convênio com o ministério da Defesa para buscar alternativas concretas sobre a pauta:
— Precisamos estar atentos e preparar o nosso pessoal com novas resoluções voltadas para essa nova realidade. Nós estamos observando isso das 'fake news', estamos fazendo um convênio com a área de tecnologia do ministério da Defesa e certamente vamos ter outros subsídios a partir desse impulso. Precisamos acompanhar a nova realidade que tem tido repercussão nas várias eleições.
A presença da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, estava prevista para a reunião mas a procuradora não pode comparecer, segundo o ministro Gilmar, devido a um mal estar.

