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Futuro líder do PSDB diz que irá trabalhar ‘diuturnamente’ por apoio de Maia

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BRASÍLIA — Após confirmar que tem sido sondado por siglas do chamado centrão , o presidente da Câmara, (DEM-RJ), deixou os membros do em alerta, uma vez que a legenda à qual o parlamentar pertence é um aliado tradicional dos tucanos. Assim, com a possibilidade de o DEM apresentar candidatura própria nas deste ano, cresce a preocupação diante da possível diluição dos votos dos candidatos de centro.

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Em conversa com O GLOBO, o futuro líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT) — que considerou a declaração de Maia um "ato corajoso" — admitiu que, caso o novo posicionamento do DEM se consolide, o PSDB terá que respeitar a postura da legenda, mas vai trabalhar "diuturnamente" para convencer o partido a apoiar o candidato tucano. Leitão assume o cargo no dia 1º de fevereiro, substituindo Ricardo Trípoli.

— Rodrigo se colocou como uma liderança e eu não tenho dúvida que vamos ter que respeitar essa postura dele. Mas tenho certeza que vamos trabalhar diuturnamente para convencê-lo a apoiar nosso candidato do PSDB. Ele (Rodrigo Maia) está lançando uma candidatura para tentar criar uma abrangência, mas ninguém vai ter a capacidade de dizer se isso pode se tornar viável ou não — enfatizou, ao lembrar que o DEM foi um grande apoiador do PSDB no passado, "até mesmo nos momentos mais difíceis".

Entretanto, o deputado ponderou que ainda existem muitas pendências para serem resolvidas até o início da disputa eleitoral.

— Por exemplo, a própria relação com o governo. Qual vai ser a pauta de 2018, se serão realmente as reformas que o PSDB defende ou se será apenas o debate político eleitoral — destacou Nilson Leitão.

O senador Paulo Bauer (RS), líder da legenda no Senado, avaliou que "partidos e políticos que têm preocupação com o Brasil não estão preocupados em encontrar um messias, um salvador da pátria".

— Primeiro, é necessário observar que espera-se que todas essas lideranças e siglas que têm preocupação com o Brasil pratiquem o bom senso na sua conduta e nas suas decisões — ressaltou, acrescentando: — O que precisa se encontrar é a unidade desses partidos.

Ricardo Tripoli, que deixa a liderança do partido no final do mês, estimou que ainda é cedo para falar de definições sobre o quadro de candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. O deputado disse que "não dá para antecipar calendário".

— Temos algumas prioridades no Brasil e uma delas é a aprovação da reforma da Previdência. Não tem ainda uma capilaridade, uma densidade. Ainda não é o momento. O que eu vejo na pauta agora é o julgamento do Lula dia 24, os caminhos para votar a questão da Previdência. Agora o momento é de estabilizar o partido e pensar no país.

Na tarde desta terça-feira, que estão incomodados com os seus índices de intenção de votos para a Presidência da República. No último levantamento do Datafolha, divulgado no início de dezembro, o tucano oscila entre 6% e 9%.

— É preciso controlar o estresse. Essas coisas são definidas lá na frente — afirmou o governador, recomendando acupuntura para quem está ansioso.

O senador Paulo Bauer ponderou que a candidatura de Alckmin pelo PSDB "está absolutamente consolidada". Para ele, a partir do momento em que o pleito do governador de São Paulo passar a ser conhecido publicamente, e não apenas partidariamente discutido, os percentuais de intenção de votos para o atual governador de São Paulo ao Palácio do Planalto vão crescer.

— Os percentuais (de aprovação) vão começar a crescer visto que o eleitor vai querer para a Presidência alguém que tenha três requisitos: experiência, credibilidade e competência — finalizou o senador.

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