A fusão entre as companhias aéreas Azul e Gol deve permitir a ampliação de rotas e o atendimento a novas cidades brasileiras, afirmou o CEO da Azul, John Rodgerson, em entrevista ao G1. Segundo ele, a parceria poderá conectar aeroportos regionais a grandes terminais como Congonhas, Brasília e Belo Horizonte, melhorando a conectividade no país.
O processo, entretanto, depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além da conclusão do plano de recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos. A expectativa é de que os acordos definitivos sejam assinados em abril deste ano.
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam a possibilidade de aumento no preço das passagens como uma consequência da fusão, além de barreiras à entrada de novas companhias no mercado brasileiro. Apesar disso, Rodgerson afirmou que o foco é colocar mais aeronaves em operação e ampliar a oferta de voos no país.
Os representantes das empresas devem se reunir na próxima semana com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para discutir o impacto da fusão. O ministro sinalizou que a integração não será permitida caso leve ao aumento das tarifas.

