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Funcionários da Eletrobras podem suspender greve nesta terça-feira

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RIO - Os funcionários das empresas do grupo Eletrobras podem suspender a greve de 72 horas já na manhã desta terça-feira em assembleias regionais em todo país. A informação é da Federação Única dos Urbanitários (FNU), da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) e do Sintergia-RJ. O movimento é contra a privatização da Eletrobras e pela saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira.

De acordo com o Secretário de Energia da FNU, Fernando Pereira, se for concretizada a possibilidade de a categoria se reunir com o Congresso, Câmara ou Senado, para discutir a questão da privatização da Eletrobras, o movimento poderá ser suspenso já na manhã desta terça-feira.

- Com a sinalização positiva da abertura do diálogo, poderemos indicar amanhã de manhã (terça) pelo fim da greve de 72 horas iniciada nesta segunda - destacou Fernando Pereira.

Nesta segunda-feira, os piquetes impediram a entrada de grande número de empregados da Eletrobras na sede da companhia no centro do Rio.

A FNU, assim como os sindicatos da categoria, consideraram que houve grande adesão à paralisação neste primeiro dia do movimento. O diretor do Sintergia-RJ, que reúne os trabalhadores de empresas de energia no Rio de janeiro, Emanuel Mendes, estimou que cerca de 90% paralisaram as atividades. Nas áreas administrativas, a adesão teria sido da ordem de 85%. Nas usinas e subestações, o trabalho transcorreu dentro da normalidade. O que aconteceu, de acordo com o Sintergia, é que não houve a troca dos turnos, o que ocorre de seis em seis horas.

O secretário de Energia da FNU ,Fernando Pereira, disse que a categoria considerou que cumpriu a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que fosse mantido ao menos 75% dos trabalhadores de cada uma das empresas da Eletrobras. Isto porque, segundo ele, apesar de não ter ocorrido a troca dos turnos, foi mantida a operação normalmente do sistema.

Os trabalhadores aguardam também um encontro com a direção da Eletrobras na próxima quarta-feira, dia 13, para discutir sobre o acordo coletivo da categoria, que é em maio.

Segundo Fernando Pereira, a empresa aceitou conceder o INPC de maio de 2017 a abril de 2018 à categoria, que é de 1,69%. O problema, Segundo Pereira, é a retirada de uma cláusula no plano de saúde da categoria que, segundo ele, permite que a qualquer momento a empresa possa mudar suas regras.

- Se abriu um canal de negociação, o que é importante. Mas se as negociações não avançarem, está prevista a possibilidade de a categoria decidir por uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 25. Mas queremos apostar na abertura do diálogo - destacou Fernando Pereira.

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