O especialista disse que "grande parte dessa fumaça vai ser levada para o oceano, mas que ainda assim deve sobrar um resquício no continente", principalmente no litoral do Paraná e sul do Estado de São Paulo. No entanto, a maior preocupação é com o período da noite, quando os ventos devem mudar mais uma vez de direção. "Os ventos podem soprar de forma perpendicular à costa, trazendo a fumaça para dentro do continente", alerta Martins.
Se a previsão se confirmar, as cidades de Curitiba (PR) e Joinville (SC) podem ser atingidas. A nuvem de fumaça começou a ser formada por volta das 23h da terça-feira (24), quando iniciou um incêndio em um depósito de fertilizante da empresa Global Logística, no terminal marítimo de São Francisco do Sul.
A fumaça contém nitrato de amônia, disfosfato de amônia e cloreto de potássio, e pode provocar irritação nos olhos, dor de garganta e tontura. A Prefeitura de São Francisco do Sul divulgou uma nota oficial afirmando não haver feridos graves na cidade. Entretanto, cerca de 70 pessoas foram atendidas na rede de saúde do município e 150 famílias foram retiradas de suas casas pela Defesa Civil, para evitar exposição à fumaça.



