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Febre maculosa já matou três em 2014 em Piracicaba

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O departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde informou que de janeiro a maio deste ano, três pessoas morreram em Piracicaba em decorrência da febre maculosa.

Ao longo de 2014 foram feitas 30 notificações por suspeita da doença e os três casos confirmados culminaram na morte dos pacientes.

Os números de 2014 estão acima do que foi registrado no mesmo período do ano passado quando, até maio, 25 casos de febre maculosa foram notificados e um confirmado, este também levando a óbito o paciente.

A secretaria iniciou neste mês de junho atividades de orientação às unidades de saúde, reforçando a necessidade de a população informar a frequência em áreas de risco para auxiliar no diagnóstico da doença.

Em 2013 foram notificadas 141 suspeitas, e dez casos foram confirmados dos quais cinco evoluíram a óbito e outros cinco para cura dos pacientes. Os 131 casos restantes foram descartados.

Mais comum entre os meses de abril e outubro, a febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato estrela e é preciso que a população fique alerta com a doença.

Pessoas que frequentaram, nos últimos 15 dias, locais que possam ter carrapatos como pastos, beiras de rio, terrenos com mato, áreas com capivaras ou qualquer lugar infestado pelo inseto, devem procurar uma unidade de saúde mais próxima caso apresentem sintomas como febre moderada ou alta, dor de cabeça, dores e manchas no corpo, principalmente na palma da mão e planta dos pés.

É fundamental que a pessoa informe que frequentou os locais de risco e que foi ou pode ter sido picado pelo carrapato. “A doença tem início abrupto e tem um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, falta de apetite e desânimo. O exame específico para diagnosticar a maculosa tem resultado demorado e por isso é fundamental a pessoa informar se esteve em área de risco”, disse a enfermeira Fernana Menini, diretora da Vigilância Epidemiológica.

“A febre maculosa é uma doença que tem cura se tratada a tempo, mas tem um índice de mortalidade alto, em torno de 40%, e aqui em Piracicaba esse índice é ainda mais elevado em função do grande número de capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato estrela”, disse o secretário de Saúde, Pedro Antonio de Mello.

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