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Ex-presidente do BNDES diz nunca ter recebido pedido ilícito de Palocci ou Mantega

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BRASÍLIA - O ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho negou nesta terça-feira ter recebido "pedidos ilícitos" dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. Ele afirmou que jamais houve qualquer conversa sobre solicitações indevidas relativas a negócios do banco que presidiu entre 2007 a 2016. Coutinho presta depoimento à CPI da JBS e defende as operações de crédito feitas para o grupo empresarial durante a sua gestão.

— Nunca tive conhecimento de nenhum pedido ilícito ou de nenhuma consultoria ou das atividades do ex-ministro Palocci. Também nunca recebi pedidos ilícitos. Não teve e nem eu permitira que viesse a ter qualquer interferência nos negócios do BNDES — disse Coutinho.

— Jamais recebi do ministro Guido Mantega qualquer solicitação indevida vinculativa a qualquer projeto em curso no BNDES. Meu relacionamento era profissional, ligado a temas economia, do andamento dos investimentos, do orçamento de recursos do BNDES — afirmou, em outra resposta.

Coutinho disse ainda não conhecer Victor Sandri, apontado como um operador de Mantega. Disse estar à disposição das autoridades e contou que quando sua casa foi alvo de busca e apreensão ele estava em viagem internacional e pediu aos filhos que dessem total acesso à Polícia Federal.

Ele rebateu questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre algumas das operações feitas com a JBS. Ele refutou, por exemplo, anotações dos técnicos de que a tramitação teria sido feita de forma acelerada, com aprovação em menos de um mês. Coutinho disse que na época havia uma tramitação informal de operações de participação acionária e que todas os pedidos foram debatidos por meses antes de serem concedidos.

— As operações foram examinadas criteriosamente com os prazos devidos — afirmou.

Coutinho atribuiu ainda a decisões de mercado outros questionamentos apontados, como o de que o banco teria feito uma troca de ações na qual levou prejuízo. Sustentou ainda que o banco lucrou com os recursos aportados por meio de participação acionária. Ressaltou que foram feitos investimentos de R$ 8,1 bilhões, tendo o banco recebido R$ 1 bilhão em prêmios, R$ 4 bilhões com a venda de ações com lucro e mantinha ainda R$ 3,5 bilhões na carteira no final de 2016.

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