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Ex-diretor da Petrobras será interrogado por Moro

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SÃO PAULO - O ex-diretor da Petrobras Renato Duque será interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, na tarde desta sexta-feira. O interrogatório é referente a ação penal da Operação Lava Jato em que o ex-diretor é acusado de receber propinas no esquema de corrupção da Petrobras e lavar o dinheiro por meio da compra de obras de arte.

Na ação penal, também são réus o lobista Júlio Camargo e João Antônio Bernardi Filho, apontado como operador de Duque. Bernardi é acusado de intermediar o pagamento de propina de empresas italianas e argentinas ao ex-diretor. Ele foi preso em junho na 14ª fase da Operação LavaJato.

Além de fazer pagamento de propina em dinheiro, os procuradores da Lava-Jato apontam que Bernardi pagava parte das vantagens indevidas a Duque por meio de obras de arte. Das mais de 130 obras apreendidas pela Polícia Federal em imóveis ligados ao ex-diretor da estatal, cinco estavam no nome dele.

Duque foi condenado a 57 anos de prisão em quatro ações da Lava Jato. Réu em outros seis processos, Duque está em tratativas com o Ministério Público Federal (MPF) para fechar acordo de delação premiada. Da última vez que foi interrogado por Moro no caso do apartamento tríplex — a que a Força-Tarefa atribui a propriedade ao ex-presidente Lula — Duque disse que o petista tinha conhecimento do esquema de propinas na Petrobras e que comandava tudo. Afirmou ainda que Lula teria dito a ele, num encontro em Congonhas, em julho de 2014, que não poderia ter contas no exterior e que se tivesse algo, deveria destruir.

Na última segunda-feira, a defesa de Duque protocolou um pedido ao juiz Sergio Moro para que possa "colaborar com a Justiça" independente de firmar acordo de delação premiada.

Duque atuou na diretoria de serviços da Petrobras entre 2003 e 2012. A indicação dele ao cargo é atribuída ao PT. Em sua delação, Duque deve falar sobre a propina recebida pelo PT em contratos da Sete Brasil, empresa criada para a construção de sondas de exploração de petróleo da estatal.

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