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Ao lado de Temer, chefe da Marinha compara crise à fúria do mar

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BRASÍLIA - Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga se cassa o mandato do presidente Michel Temer, o comandante da Marinha atacou a "crise profunda" que "assola" e "ameaça" o país. Ao lado de Temer nesta sexta-feira em cerimônia, Eduardo Bacellar comparou o momento nacional a duras tempestades no mar.

— Hoje assistimos ao país ser assolado por crise profunda e multifacetada. Assim como as tempestades dos mares em fúria trazem perigo ao navio, ameaça destruir o sonho de grande nação que podemos e devemos alimentar — disse o chefe da Marinha.

Temer é investigado por três crimes no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro responsável por este e os outros inquéritos da Lava-Jato na Corte, Edson Fachin, seria agraciado com a Ordem do Mérito Naval, mas não foi à cerimônia. O colega Luis Roberto Barroso também faltou. Já Alexandre de Moraes, ministro indicado por Temer para o STF há três meses, compareceu.

O almirante de esquadra Bacellar disse também que o Brasil eliminará "posturas arcaicas", e reafirmou o compromisso da Marinha com a Constituição. O militar afirma reconhecer a gravidade da crise, mas defende que os brasileiros sempre serão superiores a essas instabilidades.

— Haveremos de vencer, eliminando posturas arcaicas e lutas que nos paralisam e dividem.

O discurso de Eduardo Bacellar ainda alertou para riscos à segurança externa, argumentando que não deve haver ilusão sobre o assunto.

— Não podemos nos iludir com a sensação de segurança externa e perenidade da paz — declarou, emendando:

— Haveremos de vencer, eliminando posturas arcaicas e lutas que nos paralisam e dividem.

Em 19 de abril, em entrega de condecorações do Exército, com Temer, foi a vez do chefe dessa Força criticar os "incontáveis escândalos de corrupção" por que passa o país. O comandante Eduardo Villas Bôas lamentou a "aguda crise moral".

No discurso, que foi lido pelo mestre de cerimônias, Michel Temer se limitou a elogiar a trajetória da Marinha.

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