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Ex-assessor de Temer ignora mandado de busca e apreensão

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SÃO PAULO Se pouco se sabe sobre o paradeiro do deputado Rodrigo Rocha Loures, flagrado levando uma mala de dinheiro após encontro com um executivo da JBS, não há segredo nenhum sobre os detalhes do mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, semana passada. O documento, assinado pelo ministro Edson Fachin, continua sobre a mesinha do funcionário da portaria do edifício Torri Di Montalcino, no Alto da Glória, bairro nobre de Curitiba.

Desde a divulgação das gravações envolvendo o empresário Joesley Batista na semana passada, Loures não voltou à cidade. Policias federais estiveram no apartamento do deputado na última quinta-feira, acompanhados de um chaveiro e da síndica do prédio para entrar no apartamento e coletar provas referentes à operação.

Segundo fontes, Rocha Loures quase não frequenta o local e sua atual esposa Ana Saleme, não mora no endereço. Quem geralmente está no apartamento é uma empregada doméstica, que vai ao menos duas vezes por semana. Ela foi vista saindo do local no sábado.

— Trabalho aqui há um ano e vi o deputado poucas vezes no prédio —, disse um comerciante local, que não quis se identificar.

Além deste endereço, a casa da ex-esposa de Rocha Loures, Karin Peters, e de seus dois filhos, na região do Parque Tingui, na capital paranaense, também foi alvo da operação. Separados há quase dois anos, o deputado não tem permissão para entrar no condomínio, conforme apurou O GLOBO. Procurada, Karin não quis se pronunciar sobre a busca e a operação.

O deputado Rocha Loures ficou famoso na última semana ao se ver envolvido no escândalo de delação da JBS. No entanto, a a famíliado deputado é bastante conhecida no Paraná. Filho da Rodrigo Costa da Rocha Loures, eles são proprietários da Nutrimental, empresa que produz barras de cereal e outros alimentos, que fica em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

O pai do deputado já foi presidente da Federação da Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e concorreu à prefeitura de São José pelo PMDB-PR em 2012, mas perdeu. Ele já esteve à frente do conselho deliberativo do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produto (IBQP), Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e o Conselho de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico. Desde o escândalo envolvendo seu filho, Rocha Loures está recluso e não tem falado com a imprensa. Também procurado, o pai de Rocha Loures não retornou os contatos.

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