Batista estaria disputando corrida com o pedreiro Reginaldo Ferreira da Silva, de 41 anos. Silva perdeu o controle de seu Monza em uma curva na Avenida Japão, capotou e acertou oito jovens que fumavam narguilé em um terreno - dois escaparam com ferimentos sem gravidade.
O pedreiro foi preso em flagrante logo após o acidente, acusado de homicídio doloso e embriaguez ao volante. À Polícia Civil, ele disse que disputava um racha com Batista, que estava em um Pálio. "Ele me provocou e eu fui atrás", afirmou às autoridades.
Segundo a polícia, Silva disse que queria "revidar" a ultrapassagem de Batista. Com mais quatro amigos, ele iniciou então uma disputa com seu Monza - que tinha direção e pedais de competição.
Batista fugiu sem prestar socorro e o carro foi localizado pela polícia no domingo, 29. Seu advogado, Francisco Alves de Lima, disse à polícia que Batista não teria prestado socorro às vítimas por medo de linchamento e a defesa nega que tenha ocorrido um racha. Segundo o advogado, o pedreiro "ficou bravo" após ser ultrapassado por Batista e decidiu acelerar para ultrapassá-lo.
Enterro e protesto
No velório comunitário na Igreja São Judas Tadeu, no bairro Jardim Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes, familiares e amigos estavam revoltados e pediam Justiça. Por volta das 17h de domingo, 29, as cinco vítimas - Lucas Baptista Lopes, de 13 anos; Jeferson Andrade Nunes, de 17; Herick Henrique Pereira, de 17; Rebert Nascimento Silvério, de 19; e André Francisco Duarte, de 22 - foram enterradas sob forte comoção e indignação no Cemitério da Saudade. A sexta vítima, Patrícia Fontana Rieper, de 19 anos, já havia sido sepultada no Cemitério Parque das Oliveiras.
À noite, cerca de 50 pessoas ainda faziam um protesto na Av. Japão, com barreiras de fogo. A polícia usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo. "As pessoas pensam que é pista de corrida" criticou Yanca da Silva, de 17 anos, irmã de um dos mortos na tragédia.



