BRASÍLIA - O presidente Michel Temer celebrou as "boas novas" da semana, que começou com o anúncio de revisão do acordo de delação da JBS. Em vídeo nesta sexta-feira, o presidente reconhece dificuldades do governo, mas disse que não se omitirá.
— No Brasil, a semana foi repleta de boas novas. Notícias que confirmam a nossa caminhada na recuperação da economia — declarou, sem citar nomes ou dar detalhes.
Na segunda-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou que iria revisar o acordo de colaboração premiada da JBS. Quatro dias antes, uma nova gravação dos delatores lançou suspeita sobre omissão de crimes e favorecimento por parte do ex-procurador Marcello Miller, colega de Janot. Agora, há possibilidade de que os delatores sejam presos.
— Governar é, mesmo diante de momentos adversos, não se omitir, enfrentar a realidade. É não pensar em si, mas no futuro das pessoas, do país — disse Temer, emendando que "o que o brasileiro quer é trabalhar" e pedindo "serenidade" e "maturidade".
No vídeo, ele aparece sem os habituais paletó e gravata.
Os "erros" de governos anteriores voltaram a ser atacados pelo presidente. Temer foi vice da ex-presidente Dilma Rousseff por cinco anos e presidiu por 15 anos o PMDB, partido aliado também nas gestões Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Michel Temer, há uma vontade popular de que ele corrija essas falhas apontadas. Na última pesquisa CNI/Ibope, a aprovação do peemedebista foi de 5%, a pior da série histórica de trinta anos.

