O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, durante a sabatina dos senadores nesta terça-feira (24), foi questionado sobre a crise de oxigênio em Manaus na segunda onda da pandemia da covid-19.
Ele citou os trabalhos do órgão e lembrou da denúncia criminal contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, e mais 17 pessoas.
"O Ministério Público encontra limites de atuação na Constituição e nas leis (...) Em relação a Manaus, o Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac-Covid-19) atuou firmemente no oxigênio e obteve êxito contribuindo para diminuir as mortes. O Ministério Público fiscaliza a aplicação de verbas, já ofereceu denúncia criminal contra o governador e o vice do Amazonas e outras 16 pessoas incumbidas da aplicação das verbas da covid", disse.
E continuou: "O Ministério Público vai cumprindo sua função, mas ele não pode se substituir a essa casa na fiscalização do Poder Executivo no exercício, seja do governo, seja do estado. O Ministério Público não é do governo, não é da oposição, mas ele é constitucional"
"Nós vamos continuar lutando juntos para enfrentar a crise da pandemia. Que Deus permita que acabe logo, mas tenha certeza que até lá nós vamos fiscalizar não só políticas públicas de Saúde, mas também a fiscalização da aplicação dos recursos", finalizou.


