O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (9) que lamenta, mas não tem como controlar o que chamou de “casos isolados”, os atos de violência causados em diversos locais do país por apoiadores do candidato, nos últimos dias.
Para o Uol, o candidato reclamou que a pergunta deveria ter sido invertida, citando o ataque que sofreu durante ato de campanha no dia 6 de setembro. Quanto as atitudes de seus apoiadores, ele disse: "Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”. O candidato completou dizendo que não acha que o clima no país esteja “tão bélico assim”. "Está um clima acirrado, pela disputa, mas são casos isolados que a gente lamenta e espera que não ocorram", afirmou Bolsonaro.
Na madrugada de segunda-feira (8) o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, 63, foi morto em Salvador com 12 golpes de faca após declarar o voto em Fernando Hadda (PT), enquanto o agressor aos gritos, defendeu o apoio a Bolsonaro. No dia anterior, em Pernambuco, uma jornalista contou ter sido agredida e ameaçada de estupro por dois homens, após ter votado. Segundo ele, um deles vestia a camisa do candidato do PSL. O caso é investigado pela polícia civil de Pernambuco.
Em Manaus, também houveram registros de ameaças e agressões. Na segunda-feira(8), um publicitário disse ter sido ameaçado de morte, além de ser puxado pelo braço e expulso do veículo de um motorista de aplicativo, após ter dito ser contra o candidato Jair Bolsonaro. O caso está sendo investigado pela polícia civil.
Outro caso, ocorreu na Universidade Federal do Amazonas, no dia 3 deste mês, quando o professor Marcondes Abreu foi agredido por um aluno durante a aula do curso de Letras dentro da Universidade. Na ocasião, Marcondes exibia um vídeo sobre fascismo e o aluno se revoltou começando a gritar e a xingar o docente chegando a atirar uma mesa contra ele. O professor, então, saiu do local e foi perseguido pelo universitário pelos corredores da universidade. Os colegas de sala disseram que o suspeito é assumidamente defensor de Jair Bolsonaro e apesar do docente não ter citado o nome do candidato deixou o aluno irritado.

