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Em encontro, Doria e Alckmin concordam em pedir armistício a seus aliados

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SÃO PAULO - Em mais uma tentativa para distensionar a disputa pela vaga de , o governador se encontrou na terça-feira com o prefeito e articuladores políticos dos dois lados. Interlocutores de Doria e Alckmin disseram que a reunião não foi conclusiva nem tinha a intenção de ser. Mas os dois lados concordaram em pedir um armistício a seus aliados. É no escalão inferior que a disputa entre os dois tucanos tem ganhado contornos de guerra declarada.

Ao comentar a reunião, nesta quinta-feira, Alckmin sinalizou a construção de um acordo com o prefeito:

— Essas questões de política são troca de ideias, conversas e ponderações. São decisões coletivas — afirmou o tucano, após participar de um evento na sede do governo ao lado do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg.

O encontro com Alckmin foi pedido por Doria. O gesto foi interpretado por aliados do governador como um sinal de que o prefeito já repensa uma candidatura ao Palácio do Planalto. Outro sinal desse movimento, segundo interlocutores do governador, é que um articulador político de Doria começou nos últimos dias a sondar lideranças de outros partidos sobre a viabilidade de um apoio à candidatura do prefeito ao governo do estado.

Os revezes sofridos por Doria no último mês, como o , Alberto Goldman, e o episódio controverso de , desgastaram o prefeito dentro e fora do PSDB. No encontro de terça-feira, entretanto, Doria e Alckmin reafirmaram que vão continuar viajando o país em busca de apoiadores.

Alckmin esteve na manhã desta quinta-feira com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), para a assinatura de um termo de cooperação entre os dois estados na área da segurança pública. É a segunda vez em três meses que os dois fecham acordos administrativos. Ao deixar o evento, Rolemberg disse que uma aliança entre o PSB e Alckmin numa candidatura presidencial é “possibilidade concreta” e considerou o tucano como “aquele que reúne todas as condições para fazer uma transição que o Brasil precisa nos próximos quatro anos”.

— O governador Alckmin tem o apreço e respeito do PSB e é uma possibilidade concreta que está colocada hoje no cenário de alianças do partido.

Rolemberg é um importante aliado do governador paulista no convencimento do PSB a apoiá-lo em 2018. O PSB é um partido dividido e é considerado estratégico por Alckmin para viabilizar uma aliança competitiva.

O governador do DF, cujo nome já foi ventilado como um possível vice para Alckmin, afirmou que é candidato à reeleição. Aliados de Alckmin disseram nesta quinta-feira que essa possibilidade nunca foi cogitada. Rolemberg não enfrenta um bom momento político, tendo que administrar baixa popularidade da sua gestão e o desembarque de aliados do governo.

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