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Em alegações finais, Cabral diz que deixou população do Rio em ‘momento extraordinário’

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SÃO PAULO — Ao apresentar suas alegações finais no processo da Lava-Jato em que é réu, o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral negou que tenha deixado a população carioca “às mínguas”. Pelo contrário, usando palavras do atual governador Luiz Fernando Pezão, disse que deixou o povo carioca em um “momento extraordinário”.

O ex-governador negou todas as acusações feitas pelo Ministério Público Federal e pediu sua absolvição e a anulação da ação penal, além das delações premiadas em que foi acusado por executivos da empreiteira Andrade Gutierrez.

Segundo os advogados de Cabral, o MPF ofereceu “benesses ilegais” aos delatores.

“Benesses ilegais oferecidas pelo MPF convenceram executivos da Andrade Gutierrez a investirem contra diversos políticos, fazendo com que formulassem acusações sem respaldo probatório”, afirmaram.

Na introdução do documento de 118 páginas, Sergio Cabral afirmou que durante o mandato fez tudo para alavancar a economia do Rio de Janeiro. Para a defesa de Cabral, os procuradores tentam relacionar as acusações contra Cabral com a crise financeira do estado, argumento que, para os advogados, não se sustenta.

“Seis meses depois de ter sido instaurada a ação penal, chega ao fim, melancolicamente, o processo por fato ocorrido há quase dez anos, quando Sergio Cabral iniciava o seu primeiro mandato como Governador do Estado do Rio de Janeiro. Mandato durante o qual o Defendente tudo fez para alavancar a economia do Rio de Janeiro”, disseram seus advogados.

Segundo o documento, ao final do mandato de Cabral, a população fluminense reconheceu o bom trabalho realizado, cujos resultados postiivos são “incontestáveis” em relação à redução da violência urbana e da melhoria dos serviços públicos de educação, saúde e transportes.

Mandato durante o qual o Defendente tudo fez para alavancar a economia do Rio de Janeiro. Mandato ao final do qual a população fluminense reconheceu o bom trabalho realizado, cujos resultados positivos são incontestáveis no tocante à redução da violência urbana e da melhoria dos serviços públicos de educação, saúde e transportes.

“Em suma, Sergio Cabral não deixou a população do Estado do Rio de Janeiro “às mínguas”. Ao revés. Deixou a população em um “momento extraordinário”, nas palavras do então Secretário da Casa Civil do Governador Pezão, em artigo publicado no site Uol, logo após assumir o cargo”, afirmaram.

Para os advogados de Cabral, os fatos na denúncia se restringem a um único projeto da Petrobras e não tem relação com a crise financeira atravessada pelo Rio de Janeiro.

“Essa gravíssima crise, segundo os especialistas, é resultado de uma conjugação de fatores, entre os quais prepondera a queda abrupta de arrecadação dos royalties do petróleo (cujo preço desabou no mercado internacional), causando reflexos negativos na arrecadação de ICMS e nos empregos gerados em toda a cadeia produtiva do setor”, afirmaram os advogados.

O ex-governador é acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de liderar um grupo que teria cometido os crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os valores desviados chegariam a R$ 224 milhões e incluem o pagamento de uma mesada ao ex-governador que teria somado R$ 30 milhões. Nesta ação em Curitiba, Cabral responde pelo envolvimento no recebimento de propina de R$ 2,7 milhões em razão do contrato da Petrobras com o Consórcio de Terraplanagem Comperj.

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