Um casal de proprietários de um berçário que cuidava de crianças entre 0 e 5 anos, foi preso suspeito de torturar os pequenos no estabelecimento localizado na cidade de Sorriso, no Mato Grosso.
Segundo a polícia, as agressões iam de tapas até golpes com raquete. Tudo era testemunhado por funcionários que eram ameaçados de morte pelo dono.
A polícia afirma que os acusados fizeram várias vítimas e que muitos pais levaram o caso à Justiça. Eles descobriram que os filhos eram torturados após perceberem marcas na boca, nas nádegas e em outras partes do corpo dos filhos.
Algumas crianças maiores, que já sabem falar, contaram que eram agredidas constantemente e com puxões, mordidas, tapas, beliscões e golpes de raquete.
Relataram ainda que chegavam a ficar mais de 2 horas trancadas sozinhas no que chamaram de “cantinho do pensamento”, que na verdade era o quarto da proprietária que fica dentro do berçário.
Tanto os pais das vítimas, quanto os ex-funcionários e outras testemunhas apresentaram fotos, vídeos e outras provas das torturas do casal.
"Ex-empregadas do local também trouxeram imagens que mostram boca de criança cortada, marcas de tapas na bunda das crianças. Tem um acervo probatório bem robusto que sustenta a denúncia", disse a delegada Jéssica Assis em entrevista ao G1.
A mulher vai ser indiciada por tortura e o marido dela por omissão perante tortura, já que não trabalhava na creche, mas frequentava o local, e também por perseguição e ameaça, uma vez que jurava matar e jogar o corpo das ex-funcionárias em uma vala no Maranhão, caso elas os denunciassem.


