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Diretores de presídios do MS são presos por ligação com crime organizado

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SÃO PAULO - Dois diretores de presídios de Corumbá (MS) foram presos na manhã desta segunda-feira durante operação do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, acusados de favorecer o crime organizado. Foram cumpridos outros nove mandados de prisão e um de condução coercitiva contra comerciantes da cidade, um vereador e quatro pessoas que já estão presas.

Agentes encontraram “dezenas de aparelhos celulares, drogas e dinheiro” nos presídios masculinos de regime aberto e semiaberto de Corumbá, segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela operação. De dentro dessas cadeias, um grupo supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) comandava o tráfico de drogas.

A Justiça autorizou a prisão temporária por 30 dias dos dirigentes dois dois presídios: Ricardo Wagner Lima do Nascimento e Doglas Novaes Vilas. Eles são investigados por corrupção, peculato e favorecimento de presos, acusados de permitir a entrada de equipamentos proibidos, como celulares. Em janeiro do ano passado, dois presos chegaram a postar e comentar fotos no Facebook de dentro da cadeia.

Batizada de “Operação Xadrez”, a investigação apura os crimes de “tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental no âmbito das unidades prisionais dos regimes fechado e semiaberto” de Corumbá. A organização criminosa contaria com o apoio de dois comerciantes e do vereador da cidade Yussef Mohamad El Salla (PDT).

Dono de uma clínica de fisioterapia, o suspeito é suspeito de fornecer atestados médicos falsos aos presos. Ele foi alvo de condução coercitiva e, até o fim da tarde, prestava depoimento na sede do Ministério Público.

Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) do Mato Grosso do Sul informou que foi instaurado processo administrativo para apurar a responsabilidade dos dois diretores presos nesta segunda-feira. De acordo com a agência, serão designados diretores interinos “para que os serviços das unidades prisionais não sofram solução de continuidade”.

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