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Defesa de Vaccari rechaça delação de João Santana e Mônica Moura

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SÃO PAULO. A delação premiadas do casal de marqueiteiros João Santana e Mônica Moura foi rechaçada pela defesa do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Seu advogado Luiz Flávio Borges D'Urso disse que as declarações de Santana e Mônica não são verdadeiras e nem apresentam provas.

"A defesa do Sr. João Vaccari Neto manifesta-se afirmando que as declarações de João Santana e de Monica Moura, com respeito ao Sr. Vaccari, não são verdadeiras. Trata-se de manifestações feitas em acordo de delação premiada, sem qualquer prova a corroborar tais informações, que devem ser recebidas com total desconfiança e reservas", escreveu D’Urso.

PEDIDO DE PROGRESSÃO NEGADO

Vaccari segue preso pela Lava-Jato há cerca de três anos. Em 23 de março, D’Urso chegou a solicitar a progressão da pena. Contudo, a justiça negou o pedido, já que Vaccari, que cumpre prisão preventiva com base em sua primeira condenação na Lava-Jato a 15 anos e quatro meses, já foi sentenciado pelo juiz Sergio Moro outras três vezes a mais 25 anos e oito meses.

— Pedimos a progressão com base na primeira condenação. Mas depois diante das outras condenações esse quadro se modificou. Essa situação das outras condenações que no presente momento dificultam a concessão da progressão de regime — disse o advogado, que ainda ponderou. — Na verdade, ele (Vaccari) está preso preventivamente e tem algumas condenações na primeira instância. O que existe é uma prisão preventiva, que foi estendida nos outros processos e o Moro já instalou a execução provisória a partir da primeira instância. Esse tempo que ele (Vaccari) cumpre como prisão preventiva vai ser descontado do período da prisão definitiva com trânsito em julgado, caso a condenação seja confirmada. Ele (Vaccari) ainda pode ser absolvido.

Na cadeia, Vaccari trabalha na área de manutenção para reduzir sua pena. Cada três dias trabalhados desconta um da pena do preso.

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