A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma espingarda apontada como desaparecida no inventário de armas entregue à Polícia Federal nunca esteve sob posse direta dele. Segundo os advogados, o armamento foi recebido como presente e permanece armazenado, desde a aquisição, em uma empresa especializada em produtos bélicos, em Caxias do Sul (RS).
A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, após o Exército comunicar que, durante a transferência do arsenal de Bolsonaro para a Polícia Federal, constatou a ausência de duas armas.
Para solucionar a situação da espingarda, a defesa sugeriu que a própria Polícia Federal faça o recolhimento do armamento diretamente na empresa onde ele está guardado.
O caso faz parte do cumprimento da decisão de Alexandre de Moraes que determinou a apreensão do arsenal do ex-presidente e o cancelamento de seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), por entender que a posse de armas é incompatível com o cumprimento de pena em regime domiciliar.
Além da espingarda localizada no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal ainda apura o destino de outras duas armas que, segundo a defesa, estariam sob guarda do Tribunal de Contas da União (TCU) desde 2023.




Aviso