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Defesa aposta na soltura de Vaccari após libertação de Dirceu

SÃO PAULO. O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, deverá ser um dos primeiros a serem soltos em breve do Complexo Médico-Penal, em Curitiba, caso a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) estenda a outros réus da Lava-Jato o entendimento que levou à soltura do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Pelo menos essa é a expectativa do advogado Luiz Flávio D’Urso, que defende o ex-tesoureiro na Lava-Jato:

— A decisão do STF é um alento e mostra que as cosas estão voltando aos eixos. A proliferação de prisões temporárias e das conduções coercitivas sem intimação são coisas que estavam fora de lugar — disse D’Urso.

Há cerca de dois meses o defensor aguarda a inclusão na pauta da segunda turma de julgamento do pedido de habeas corpus de Vaccari. A argumentação do advogado é de que a decretação de prisão preventiva do seu cliente “já não se justificava há mais de dois anos, quanto mais a sua manutenção até agora”.

— Não houve razão fática fundamento, caso concreto, que justificasse a prisão preventiva. Temos a mesma expectativa desde o primeiro habeas corpus impetrado: se houver olhar técnico e jurídico sobre o caso, ele será colocado em liberdade — disse D’Urso.

Nesta terça-feira, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, mencionou o ex-tesoureiro do PT ao comentar, em nota, a decisão do STF de libertar Dirceu.

— Saudamos a decisão do STF de libertar José Dirceu e esperamos que a mesma decisão se estenda ao companheiro João Vaccari — escreveu o dirigente petista, que optou por não citar Antonio Palocci na nota.

Desde quando foi preso, em abril de 2015, João Vaccari optou pelo silêncio em depoimentos à Polícia Federal e também à Justiça. Preso desde setembro do ano passado, Palocci disse em audiência com o juiz Sérgio Moro estar disposto a colaborar com a Justiça.

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