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Cunha e Alves ganham mais tempo para apresentar defesa em ação penal

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BRASÍLIA — O juiz , da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou um pedido da defesa do ex-presidente da Câmara (PMDB-RJ) para prorrogar o prazo de entrega das alegações finais de uma em que ele é réu, ao lado do também também ex-presidente da Câmara (PMDB-RN), por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Os advogados de Cunha alegaram que o Ministério Público Federal apresentou novos documentos no processo. O prazo, que terminaria nessa semana, passou para a próxima segunda-feira. Depois disso, Vallisney poderá tomar sua decisão sobre o caso.

A decisão vale para todos os réus: além de Alves, também foram acusados o operador Lúcio Bolonha Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e o empresário Alexandre Margotto.

Nas suas alegações finais, . Cunha é acusado de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e prevaricação, enquanto Alves foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pague R$ 3,2 milhões.

Como os outros três réus fecharam delação premiada, o MPF ressaltou que os acordos estabelecem penas máximas: 30 anos para Funaro, 10 anos para Cleto e nove anos para Margotto.

Vallisney negou, por outro lado um pedido feito pela defesa de Alves para que o Ministério Público da Suíça revelasse os nomes dos funcionários do banco suíço onde o político tinha uma conta.

Na conta, foram encontrados US$ 832 mil — . Para o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro é uma propina paga pela empreiteira Carioca Engenharia.

Os advogados do ex-ministro queriam que “o Ministério Público Suíço forneça os nomes dos funcionários do banco encobertos por tarjas negras nos documentos bancários encaminhados ao Brasil”.

O magistrado, contudo, afirmou que a diligência seria “indefinida e ineficaz”. O juiz considera “muito vaga e incerta” a possibilidade de que, por baixo da tarja, “existam nomes de pessoas reais e localizáveis na Suíça”. Ele ainda ressaltou que, mesmo que o pedido fosse aprovado, o Ministério Público da Suíça poderia negar-se a cumprir a determinação.

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