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CPI da Pandemia deve ter ministro e presidente da Anvisa nesta 5ª

CPI da Pandemia deve ter ministro e presidente da Anvisa nesta 5ª
CPI da Pandemia deve ter ministro e presidente da Anvisa nesta 5ª

Está prevista a participação do ministro da Saúde Marcelo Queiroga e do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres neste terceiro dia de depoimentos na CPI da Pandemia. Queiroga está à frente da pasta da saúde há pouco mais de um mês.

A participação do atual ministro deve ser focada no plano de vacinação. Já  Barra Torres deve focar nos processos de autorização de vacinas contra a covid.

Nessa terça-feira,  a CPI o ouviu o ex-ministro da saúde Nelson Teich.

O uso de medicamentos sem eficácia cientifica comprovada no tratamento da covid-19, como a Cloroquina, foi tema  central do debate.

Teich afirmou que deixou o Ministério da Saúde porque havia discordâncias entre ele e o governo com relação ao uso da cloroquina, e também por não ter autonomia na sua gestão em relação a esse medicamento.

Ao longo de mais de 6 horas, Teich respondeu os questionamentos de senadores como senador Humberto Costa do PT e o Senador Marcos Rogério do Democratas.

O ex-ministro ainda foi questionado se sabia da produção de cloroquina pelo laboratório do exército ou se houve orientação do Ministério da Saúde para a distribuição desse medicamento a populações indígenas. Teich informou que não recebeu nenhuma orientação sobre esse assunto.

Nelson Teich que ficou à frente do Ministério da Saúde por apenas 28 dias, entre abril e maio do ano passado, também foi confrontado se houve conversas a época do Brasil adotar a estratégia chamada de imunidade rebanho – na qual prevê que a imunidade é alcançada depois que uma grande parcela da população tenha sido infectada pelo vírus. Ele negou e disse também que seria um erro esse caminho. E defendeu que a imunidade eficaz contra à Covid-19 é a Vacina.

O ex-ministro disse ainda que iniciou um projeto para a criação de um programa nacional de isolamento e distanciamento e que também trabalharia com o uso de máscaras e higienização das mãos. Teich contou que propôs à época um plano de comunicação a nível nacional para alertar e orientar a população sobre cuidados para evitar o coronavírus, mas que a proposta não caminhou.

O ex-ministro também foi questionado sobre a responsabilidade na dinâmica de abertura e fechamento de leitos durante a segunda onda da doença.

Após o depoimento de Nelson Teich, a CPI anunciou a convocação dos representantes dos laboratórios da Pfzier, e Sputinik V além do ex-ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo e o ex-secretário de comunicação do governo, Fabio Wagngarten. Araújo dará explicações sobre a política externa para aquisição de insumos e vacinas. Já o ex secretário deve falar sobre estratégias de comunicação em relação à pandemia.

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