CUIABÁ — Responsável pelo julgamento das ações penais que têm como réu o ex-governador Silval Barbosa na Justiça de Mato Grosso, a juíza Selma Rosane Arruda ganhou o apelido de “Sérgio Moro de saia".
Não é justa nem a dosagem da prisão muito menos o ressarcimento (de cerca de R$ 80 milhões em recursos desviados) que ele está fazendo.
Tenho a convicção de que o que sabemos é só a ponta de um iceberg, por mais que a gente fique escandalizada com esses vídeos (flagrante de pagamento de propina a deputados e prefeitos).
Foi uma conjunção de fatores. Primeiro, temos promotores ativos. Segundo, o governador eleito (Pedro Taques, PSDB) determinou auditorias em contratos. Por meio delas, apareceram os primeiros fios que foram sendo puxados. Mas eles foram muito descuidados. Parece que não trabalhavam nem cinco minutos por dia para o estado. Era só fazendo fraudes. Isso acabou facilitando a investigação.
Eu não concordo. Até já brinquei, por uma questão de gênero, que ele (Sergio Moro) é que é a Selma Rosane de calça.

